A regulamentação e o uso da cannabis medicinal têm sido temas amplamente debatidos no Brasil, principalmente em virtude dos avanços na pesquisa científica e das demandas crescentes de pacientes que dependem dessa alternativa terapêutica. Em meio a esse cenário, o Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) está conduzindo uma pesquisa etnográfica inovadora, intitulada Entre o cuidado e o controle: uma etnografia sobre pacientes medicinais cultivadores de cannabis na Associação MentalCann®.
Sob a liderança do professor Dr. Pedro Paulo G. Pereira, a pesquisa busca entender as práticas, os desafios e os dilemas enfrentados por pacientes que cultivam cannabis para uso medicinal no Brasil. O estudo também conta com a colaboração do pós-doutorando Dr. Odilon Castro, que além de ser o presidente da Associação MentalCann, desempenha um papel fundamental na articulação entre a academia e a sociedade civil.
Contexto Brasileiro
Embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tenha regulamentado o uso de medicamentos à base de cannabis no Brasil, o cultivo para uso medicinal por pacientes ainda enfrenta barreiras legais e culturais. Associações como a MentalCann® têm sido fundamentais para apoiar pacientes que optam por essa prática, promovendo o acesso à informação, a defesa de direitos e o suporte técnico.
A pesquisa da UNIFESP, ao abordar o cultivo doméstico de cannabis medicinal, levanta questões éticas, legais e sociais. Entre os principais desafios estão o estigma social em torno da cannabis, as lacunas na legislação brasileira e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes em obter uma autorização para o cultivo.
O Papel da Pesquisa
Os resultados da pesquisa, que serão submetidos ao Comitê de Ética da Universidade, têm potencial para influenciar diretamente as políticas públicas relacionadas à cannabis medicinal no Brasil. Além disso, os dois artigos acadêmicos que serão publicados em revistas de alto impacto podem contribuir para uma maior compreensão do tema e servir como base para discussões futuras.
A abordagem etnográfica permite uma análise aprofundada das vivências dos pacientes, explorando como eles equilibram o cuidado com sua saúde e o controle imposto pelas normas legais. Essa perspectiva humana e detalhada é essencial para quebrar paradigmas e abrir caminho para uma regulamentação mais inclusiva e eficiente.
Perspectivas Futuras
A disseminação dos resultados desta pesquisa pode não apenas fomentar o debate público sobre a cannabis medicinal no Brasil, mas também oferecer subsídios para mudanças na legislação. O trabalho da UNIFESP destaca a importância de ouvir os pacientes e compreender suas realidades, fortalecendo o diálogo entre ciência, sociedade e governo.
Cannabis Medicinal no Brasil: Entre o Cuidado e o Controle
A regulamentação e o uso da cannabis medicinal têm sido temas amplamente debatidos no Brasil, principalmente em virtude dos avanços na pesquisa científica e das demandas crescentes de pacientes que dependem dessa alternativa terapêutica. Em meio a esse cenário, o Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) está conduzindo uma pesquisa etnográfica inovadora, intitulada Entre o cuidado e o controle: uma etnografia sobre pacientes medicinais cultivadores de cannabis na Associação MentalCann®.
Sob a liderança do professor Dr. Pedro Paulo G. Pereira, a pesquisa busca entender as práticas, os desafios e os dilemas enfrentados por pacientes que cultivam cannabis para uso medicinal no Brasil. O estudo também conta com a colaboração do pós-doutorando Dr. Odilon Castro, que além de ser o presidente da Associação MentalCann, desempenha um papel fundamental na articulação entre a academia e a sociedade civil.
Contexto Brasileiro
Embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tenha regulamentado o uso de medicamentos à base de cannabis no Brasil, o cultivo para uso medicinal por pacientes ainda enfrenta barreiras legais e culturais. Associações como a MentalCann® têm sido fundamentais para apoiar pacientes que optam por essa prática, promovendo o acesso à informação, a defesa de direitos e o suporte técnico.
A pesquisa da UNIFESP, ao abordar o cultivo doméstico de cannabis medicinal, levanta questões éticas, legais e sociais. Entre os principais desafios estão o estigma social em torno da cannabis, as lacunas na legislação brasileira e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes em obter uma autorização para o cultivo.
O Papel da Pesquisa
Os resultados da pesquisa, que serão submetidos ao Comitê de Ética da Universidade, têm potencial para influenciar diretamente as políticas públicas relacionadas à cannabis medicinal no Brasil. Além disso, os dois artigos acadêmicos que serão publicados em revistas de alto impacto podem contribuir para uma maior compreensão do tema e servir como base para discussões futuras.
A abordagem etnográfica permite uma análise aprofundada das vivências dos pacientes, explorando como eles equilibram o cuidado com sua saúde e o controle imposto pelas normas legais. Essa perspectiva humana e detalhada é essencial para quebrar paradigmas e abrir caminho para uma regulamentação mais inclusiva e eficiente.
Perspectivas Futuras
A disseminação dos resultados desta pesquisa pode não apenas fomentar o debate público sobre a cannabis medicinal no Brasil, mas também oferecer subsídios para mudanças na legislação. O trabalho da UNIFESP destaca a importância de ouvir os pacientes e compreender suas realidades, fortalecendo o diálogo entre ciência, sociedade e governo.
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